quinta-feira, 22 de abril de 2010

UMA FESTA EM MEIO AO CAOS








As 3 pessoas mais ricas do mundo são também mais ricas que os 48 países mais pobres do mundo.

Os bens das 84 pessoas mais ricas do mundo ultrapassam o produto interno bruto da China com seus um bilhão e trezentos mil habitantes

As 225 pessoas mais ricas do mundo possuem uma fortuna equivalente ao rendimento anual acumulado de 47% das pessoas (mais pobres) do planeta, ou seja, 3 bilhões de pessoas.

Bastaria cerca de 4% da riqueza acumulada dessas 225 pessoas mais ricas para dar a toda a população do mundo acesso à satisfação das suas necessidades de base (saúde, educação e alimentação)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Todo Dia Era Dia de Índio...



"Mas hoje ele só tem o dia 19 de abril..."
Que ironia... Este ano eu consigo contar as poucas pessoas que se recordaram desta data. Há muito tempo, os índios não tem nem o dia 19 de abril. Levaram tudo, tomaram o que lhes pertencia. Destruíram toda cultura, todo um povo que possuíam as terras brasileiras por direito.

Não concordo quando dizem da ingenuidade de Macunaíma, personagem do livro de mesmo nome, ao tentar instaurar a língua tupi-guarani como oficial em nosso país. Nada mais justo!

O engraçado é que, quando outubro chegar, as festas de halloween vem por aí pessoal, vamos nos preparar para decorar histórias, preparar fantasias..... ai ai....


Somos todos índios

terça-feira, 20 de abril de 2010

ONDE AS COISAS FLUTUAM...



Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz...

PALAVRA: MEU DOMÍNIO SOBRE O MUNDO



Oh! Bendito o que semeia
Livros à mão cheia
E manda o povo pensar!
O livro, caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar!



Após adiar minha graduação em Ciências Sociais, o que me causa grande desapontamento, optei por cursar Letras, não para que minha luta se interrompa, mas sim para direcionar meu trabalho na formação de pensadores, de pessoas que não se manipulam facilmente com aquilo que é imposto pela mídia que insiste em devorar nossos próprios desejos, usurpando nossa essência e transformando-nos em seres influenciáveis e previsíveis.

Todo o meu esforço será para fazer valer o direito a liberdade, principalmente a de expressão, uma vez que a construção da cidadania se faz, em grande parte, por meio do domínio da linguagem oral e escrita.

Estou situada entre duas grandes gerações: a daqueles que viveram épocas históricas em nossa sociedade... aqueles que tinham 18 anos em 68! Jovens que lutavam por um ideal: a liberdade consciente, a rebeldia adversária as imposições da época, de fazer valer o direiro à igualdade, ao verdadeiro direito de ir e vir.
De outro lado, encotro filhos desses mesmos jovens, talvez de pais que querem poupá-los de quaisquer sofrimentos que ocorreram em tais manifestações passadas, privando os de pensar, de agir em pró de um ideal, compensando suas ausências com tecnologia, já que acreditam que a coisa mais importante na formação de um "digno cidadã" seja luxo e conforto.

Estudando os movimentos literários, perce-se que um sempre contrapõe outro. Qual será o movimento que está por vir? Será que retomaremos às origens de nossos antepassados, valorizando a pureza e a sublimação do que é simples? Ou será que perderemos todo o contole, por permitir que nossos filhos sejam moldados por imposições publicitárias?

É chegada a hora de mudar, sempre é tempo de abrirmos os olhos e mudarmos o rumo de nossas vidas.... Se é que saibamos para onde estamos indo...

SÓ NÃO SE PERCA AO ENTRAR NO MEU INFINITO PARTICULAR...


Por vezes adiei a vontade de ter um blog, mas decidi armazenar meus pensamentos fragmentados em um só lugar, e não mais deixá-los espalhados pela minha casa e confusos em meus pensamentos. Acredito que ao escrevemo-los, organizamos as ideias em cadeias mais lógicas e compreensíveis, principalmente para mim mesma.
Não quero, de maneira alguma, que este blog tenha o intuito apenas de engajamento político. Embora este assunto seja constante em mim, tenho diversos outros aspectos da qual quero que sejam explorados aqui.
Meu empasamento teórico adiquirido no curso de Letras me auxilia na composição das palavras, mas acredito que a essência dos assuntos estejam inerentes em mim desde sempre.

SEJAM TODOS BEM VINDOS AO MEU UNIVERSO!

NA POESIA DA LINGUAGEM, O SEU SILÊNCIO...


Trinta raios rodeiam um eixo
mas é onde o raio não raia
que roda a roda.
Vaza-se a vasa e se faz o vaso.
Mas é o vazio
que perfaz a vasilha.
Casam-se as paredes e se encaixam portas
mas é onde não há nada
que se está em casa.
Falam-se palavras
e se apalavram falas,
mas é no silêncio
que mora a linguagem.
É o Ser que faz a utilidade.
Mas é o Nada que dá sentido.

ESSAS COISAS TODAS...


O Que Há


O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

ALÔ, INILUDÍVEL!



Consoada

Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.



Manuel Bandeira
(1886-1968)

LIÇÃO DE CASA: AMAR!


"Sonho com um amor em que duas pessoas compartilham uma paixão de buscar juntas uma verdade mais elevada. Talvez não devesse chamá-lo de amor. Talvez seu nome ideal seja amizade.”

Nietzsche

O ESSENCIAL É SABER VER


Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.